terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Solidão Bate na Porta



















Que o mundo acabe o quanto antes
Porque tudo esta girando
Tudo esta girando
E voltando a ser como era antes

Esperança?
Não me matem de rir
Tudo esta girando
E voltando a ser como era antes

Tudo ira voltar a ser como era antes
Porque nada até aqui mudou
Alguns momentos de felicidade
Algumas pitadas de motivação

Estar neste estado é inexplorável
Preciso sentir a frieza de antes
Recortar meus dias e noites
Colar noites claras

Saudades do carrossel!
A solidão sempre bate forte na porta
E seja bem vinda
Volte quando quiser


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Saudades da época que virava a noite e adormecia os dias

















Não é exatamente falta de inspiração que deixei de postar algumas de minhas majestosas loucuras escritas, e sim por falta de coragem devido ao tempo retorcido por cansaço, suor e loucura.
Ter que dormir a noite é um martírio. A noite completa essa criatura com criatividade e melancolia. No sangue corre impulsos trazendo idéias sacrificadas cobertas por sangue coagulado em que crio a Caverna Interior mais bela de todas.
Saudades da época que virava a noite e adormecia os dias.
Um dia de folga para colocar os escritos nos papéis e vasculhar neurônios que até estão estavam atrofiados.
Vaidades que copulam minha alma.
Não quero correr contra o destino.
Gostaria de ter as escolhas.
Gostaria de velejar na escuridão e assim poder criar todos os dias uma nova versão.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Poesia de Manoel de Barros




















A poesia esta guardada nas palavras
É tudo que eu sei.
Meu fardo é não entender sobre quase tudo
Sobre o nada eu tenho profundidades
Eu não cultivo conexões com o real.
Poderoso pra mim não é aquele que descobre o ouro
Pra mim poderoso é aquele que descobre as insignificancias do mundo e as nossas.
E por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quebra Cabeça

















Vocês não dizem nada.
Esqueço da existência criada,
Esqueço os desenhos pintados.
As palavras inventadas,
Os sonhos são rasgados,
Rasgados e rasgados.
Impossível ser legal com vocês.
Suas palavras são verticais e as minhas radicais.
Eu sei, são radicais.
Mas qual a melhor tradução?
Eu não sei absolutamente nada.
Não sei a resposta.
Nem sei qual é a droga que pode salvar.
Estou sobre pressão,
E não aguento mais.
Tudo parece estar longe,
E assim não tenho como acreditar.
Isso é um quebra cabeça.
E não tenho mais nada a oferecer.
E vocês, não dizem nada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Contradições da liberdade














A liberdade é algo que precisamos,
Mas não a encontramos.
A liberdade não existe,
É falsa, hipócrita e errante.
Fantasia,
Ilusão,
Demência,
Esquizofrenia.
A liberdade é como a religião.
Apenas contradições.

Dor











Não sinta esperança em absolutamente nada.
A esperança é o fundo do poço quando não alcançada.
Nesse recôndito de minha alma,
Vários periodos de crises com algumas pitadas de felicidade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sopa de letrinhas dogmáticas




















Tudo vira poesia,
Meus pensamentos, meus sonhos, minhas dores,
Encantos e desencantos.

Quando a luz da Lua cheia refrata em meu rosto,
Eu sou um verme, uma carne velha,
Sou mancha de um estereótipo.

Minha alma é profunda,
Não rompe ligamentos passados,
Nem expurga a cruz de minha angustia e depressão.

Prefiro os remédios que vem com bulas,
Desses momentos pequenos de felicidade,
E soníferos para sentimentos.

Entendendo e suportando,
O futuro na ilusão de um presente saudável,
Futuro de estupidez.

Afundando, libertando, volto a afundar.
Sim!!! Sou uma droga perfeita de perfeição,
Espalho contaminação.

Chutando esquinas de sopas dogmáticas,
Cuspindo nas calçadas das igrejas,
Vomitando toda pilula de entusiasmo.

Não sei se vale a pena mais sonhar.
Talvez deixar o destino cuidar.